5 maneiras de melhorar o ambiente de trabalho e evitar o burnout

O que é a Síndrome de Burnout?

Conforme dispõe o art. 19 da lei n° 8.213/91, acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

Nesse contexto, é importante ressaltar que doenças desencadeadas pelo exercício da profissão também são consideradas como acidentes do trabalho. Assim, o projetista que adquiriu tendinite, o soldador que desenvolveu catarata, o auxiliar de limpeza que sofre com LER ou o trabalhador que levanta peso e sofre com problemas de coluna são profissionais que adquiriram uma doença ocupacional.

Atualmente, uma doença do trabalho que tem ganhado destaque é a síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, caracterizada como um distúrbio psíquico no estado de tensão emocional provocado por condições de trabalho desgastantes. Traduzindo do inglês, "burn" quer dizer queima e "out" exterior. 

 A síndrome de burnout foi oficializada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma síndrome crônica. Como é um fenômeno relacionado ao trabalho, a OMS incluiu o distúrbio na nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022.

O que causa a Síndrome de Burnout?

Essa é uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho. Assim, muitas vezes se faz confusão entre a síndrome de burnout e o estresse. O que acontece, na verdade, é que o estresse é um dos principais sintomas da síndrome, juntamente à exaustão extrema e esgotamento físico, resultantes de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. 

A síndrome de burnout também pode ocorrer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito difíceis, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidades suficientes para os cumprir.

Quais são os principais sintomas da Síndrome de Burnout?

Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes.

É caracterizada como uma síndrome ocupacional, que pode acarretar em sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia, aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho, e redução da eficácia profissional.

A síndrome também pode acarretar em problemas físicos, como dores de cabeça, tonturas, alterações no apetite, insônia, dificuldades de concentração, alterações repentinas de humor, pressão alta, dores musculares, problemas gastrointestinais, alteração nos batimentos cardíacos e pode ainda gerar um quadro de depressão.

Dados estatísticos

Como a síndrome não exige notificação compulsória, o Ministério da Saúde não consegue contabilizar com precisão o número de brasileiros que são afetados por ela. Segundo dados da Secretaria de Especial de Previdência e Trabalho, na comparação entre os anos de 2017 e 2018, o crescimento de benefícios de auxílio-doença com a doença chegou a 114,80%. O número de benefícios pulou de 196 para 421.

Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma-BR) em 2018 calcula que 32% dos trabalhadores no país padecem dela — seriam mais de 33 milhões de cidadãos. Em um ranking de oito países, os brasileiros ganham de chineses e americanos, só ficando atrás dos japoneses, com 70% da população atingida.

Como melhorar o ambiente de trabalho para evitar a ocorrência da Síndrome de Burnout?

É fundamental uma rotina sadia no cotidiano de trabalho para evitar episódios da síndrome. Assim, sugerimos 5 hábitos que podem contribuir para manter o ambiente profissional longe de qualquer doença psicossocial.

  1. Promover um encontro semanal entre os funcionários, como um café da manhã às sextas-feiras, para descontrair o ambiente, incentivar os relacionamentos interpessoais e motivar a equipe.

  2. Disponibilizar aos colaboradores alimentos saudáveis, de forma a contribuir com a saúde física e mental, manter uma boa qualidade de vida e ter mais disposição para a realização de tarefas habituais.

  3. Incentivar a prática de atividade física regular e exercícios de relaxamento para aliviar o estresse. Quando possível, convém às empresas oferecer ginástica laboral aos funcionários a fim de evitar as doenças ocupacionais e ainda promover um momento de descontração.

  4. Realizar uma análise ergonômica na empresa, visto que postos de trabalhos ergonômicos colaboram para uma melhoria na disposição e no rendimento dos funcionários, aumenta o nível de concentração nas tarefas e reduz o risco de acidentes.

  5. Reservar um ambiente para que os colaborados possam se desconectar do trabalho, como salas de jogos ou salas de descompressão, onde o trabalhador pode se desligar das diversas demandas e recuperar o foco, a criatividade e a energia que precisa para executar suas atividades.


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